sábado, 2 de abril de 2011

As três Justiças brasileiras



Três casos recentes ilustram bem a divisão da peculiar Justiça brasileira, que deveria ser una, em três Justiças:

- Os casos Daniel Dantas e companhia,
- o caso Isabela Nardoni e
- o dos rapazes entregues pelo exército a traficantes no Rio

 mostram bem como há uma “Justiça” para cada estrato social.

Bem no topo, na justiça para os ricos e poderosos, os beneméritos de um Dantas ou de um Cacciola têm até nome. Os ministros da Suprema Corte Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello atuam como advogados de partidos políticos e de corruptos eminentes com a maior desenvoltura e tomados até por uma “santa” indignação, e tal absurdo é aceito como se fosse a coisa mais natural do mundo, ao ponto que Mendes solta Dantas, a despeito das evidências de que está tentando interferir no processo de investigação.

No caso dos Nardoni, os pesos e as medidas já são outros: mesmo ressalvados reiteradamente os direitos dos acusados por muitas vozes da sociedade, a Justiça termina por atender aos pedidos de punição antecipada que, de acordo com o texto constitucional, podem ser considerados precipitados.

No caso dos rapazes do Rio, os direitos das vítimas e a punição dos algozes se pauta pelo desprezo da Justiça aos mais fracos até quando são vítimas. Mostra claramente que a gradação da Justiça brasileira também tem critério racial. O negro e os descendentes de negro, apesar de serem, no máximo, metade da população, representam uma maioria esmagadora daqueles que o Estado pune com pena de privação da liberdade física.

Ver texto na íntegra em:
e

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